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Sing Song

Sing Song na Musicoteca

Era uma noite de carnaval, fria e silenciosa, em pleno verão curitibano. Depois de encontros, papos e muitos goles para aquecer o corpo, fui parar em uma grande e calorosa casa, cheia de música e de personalidades incríveis. Muitos compositores, poetas, atores, bailarinos, sorrisos, taças e muitos, mas muitos instrumentos por todos os lados. Entre tantos amigos que lá conheci e aqui na musicoteca estão, nesta mesma noite me encantei por essa figura que estava alí com o seu mundo, muito particular. Edith foi o meu ponto de atenção naquela noite. Um momento único de acalanto e síntese daquela noite memorável.
Muitos meses depois, Edith me envio o seu terceiro álbum, o encantador “Sing Song”, o qual se perdeu em tantas dezenas de discos. Mas a nossa conexão não se perdeu e dias atrás ela veio parar aqui no CaFofo da musicoteca para uma tarde sublime de contemplação ao sol e uma conversa brilhante sobre arte, amores e nossos lugares.

“Sing Song” ficou em mim desde então. Em busca de um lugar de onde não viemos e para onde não iremos ficar, nos colidimos nas voltas do eterno caminho, onde por escolhas resolvemos estar, no caminho. Edith é suíça, mas vive no Brasil há mais de 15 anos descobrindo nossa arte e fazendo sua música. Cantora e compositora, de um jeito tímido e sereno, esconde um turbilhão de sentimentos prontos para se transformarem em fortes e sensíveis obras para trilhas de cinema, teatro e dança, onde vive seu campo de prestígio e coleciona suas merecidas prêmiações. Sem contar que é uma das integrantes do aclamado grupo “Wandula”. Seu entendimento com o “eu” imprime muito bem o dom de nos levar ao seu universo lírico sem nos desviar para outras referências. Ouço o seu disco e é como se eu já conhecesse toda a paisagem, porém, escolhesse seguir olhando fixamente para o horizonte.

Estou aprendendo a abrir os ouvidos e ser mais sensível com a força das canções que parecem soar leves e delicadas, mas escondem em sí uma grande explosão de sentimentos que veem a tona quando os descobrimos pelo caminho de uma audição mais sensitiva e aberta. É como se descobríssemos a força no erudito e a fragilidade no rock, e o nosso corpo expressando exatamente essas impressões. Estou encantado por Edith, sua música, sua voz, e  o seu olhar para o sol traçando mais um caminho sem sobrenomes, que não a arte.
www.amusicoteca.com.br
por Web Mota

Sing Song - Release

O show de lançamento do cd “Sing Song”, da cantora suíça radicada em Curitiba, Edith de Camargo. “Sing Song” é um trabalho poético musical da cantora, que vive e desenvolve seu trabalho na capital paranaense. As parcerias musicais se destacam ao contarem com Sébastien Paul Lucien, autor francês que escreveu as letras do "Couleurs du temps" e Márcia Folmann, autora do livro Ad Libitum, lançado em 2004. Um belo poema de Emily Dickinson cujo título inspirou Michael Nyman a escrever “The heart asks pleasure first”, musicado por Edith, completa o álbum e convida o público para a interessante música imagética proposta pela artista.

“Sing Song” é o terceiro álbum solo de Edith, precedido por Lîla (2001) e “Couleurs du temps” (2003). Em toda a carreira da musicista, esta é a primeira vez que ela conta com uma produção musical, um diferencial no processo de criação do trabalho: “As músicas foram arranjadas primeiramente por mim, e depois o Rodrigo teve o delicado trabalho de criar em cima, acrescentar, sugerir e modificar. Varias músicas ganharam uma nova "roupa" pode-se dizer. Uma experiência muitíssimo interessante e ao mesmo tempo exigente”, explica Edith. Destaque para "Comme un rendez-vous”, que se transformou em um belo videoclipe dirigido por Alan Raffo, que será disponibilizado ao público pelo blog www.edithmusik.com.

Imerso em um ambiente que sugere pinceladas de Michael Nyman às atmosferas mais herméticas de um Aphex Twin, Sing Song é um álbum repleto de sutilezas. Apoiado nas estruturas mais fundamentais da canção tradicional, as reinventa em aberturas harmônicas dissonantes, silêncios e na busca da síntese. Soa familiar, mas com uma amplitude universal.


O álbum ainda conta com a participação especial de artistas curitibanos, como Flávio Lira (contrabaixo), Rodrigo Lemos (violão e ukelelê), Ana Paula Cervellini (violino e viola), Samuel Pessatti (cello), Marcelo Oliveria (clarinete) Gustavo Proença (trompete), Silvio Spolaore (trombone), Levy Carvalho de Castro (tuba) e Luís Bourscheidt (bateria), além do Rodrigo Stradiotto que gravou guitarras, synths e diversos efeitos.


“Sing Song” também merece um destaque especial para o trabalho gráfico. O encarte contou com desenhos do artista plástico Fábio Dudas e design de Paula Albuquerque.


Fotos do show de lançamento - 24 e 25/09/2013



















 

no wonder

Deep blue

EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN